quarta-feira, 18 de junho de 2008

Uma Farsa

Exemplo de liberdade uma ova, mentiras descabidas soam como uma ordem enquanto a valsa fúnebre reverbera em meus ouvidos cansados de tanta ladainha por um futuro cada vez mais pretérito. O conselho dos adúlteros em sua marquise de flores murchas condenam mais uma alma para a privação eterna. Frustrações, oh frustrações... tapem meus olhos e não me permitam conhecer a humiliação de um deus tão precoce. Ele não resistiu às adversidades de qualquer amor, que dirá de mim? Pobre mortal que anda sob a margem da luxúria e da correção como qualquer outro.
Mais uma vez calei e aceitei.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Corruptivelmente sua...

Mares de luxúria desvanecem em minhas mãos, soterradas por estranhos amores de florestas assassinas. Navego em negro, latitude e longitude derramam-se em júbilo sobre meus ombros compactadas em breves poesias soturnas. Descobre-se um novo sabor, entre tantos momentos de complacência coerente com meu raciocínio torto.
Quem pode reprimir meu orgulho? Ajoelhado que estou perante ordens de devassidões em peles e asfalto, contemplando-me, admirando-me, invejando-me até, qual a minha parcela de culpa nesses jogos febris e sufocantes. A madrugada regressa entre reflexos de decepções, vilanias, esperanças, promessas e belíssimas atuações, dignas de serem exaltadas com o merecido desprezo.
Névoa que enebria minha vista e faz com que um simples sussurro possa ser ouvido a léguas de distância. Acaba a revolta, tudo re-volta ao seu lugar, aguardando o próximo motim.
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