segunda-feira, 28 de julho de 2008

Homônimo Amor (Ou Despedida Antecipada)

Gosto da sinceridade capaz de despedaçar uma alma quando cruzes manchadas de sangue são atravessadas por pecaminosas quintessências. Tantas declarações repulsivas coradas por um sentimento pudico num momento intenso de breve sanidade. Quem seria digno de tomar de sua pele todo o seu suor febril?
Que venha aos seus pés de forma transigente tudo o que me custa a sobriedade em seus altares límpidos pois só nesses momentos consigo um pouco (pouco mesmo!) do que provaste em toda a sua plenitude, cuspindo, vomitando, regurgitando tanta benção benevolente. Sou um número ímpar, cercado pela morte localizada num lugar tão festivo. Comecei a chorar e a gritar aos quatro cantos para quem quisesse ouvir o lugar de onde vim e para onde nunca retornarei pois ali não é mais o meu lugar.
Que sentimento torpe!
Movido a ilusões liquifeitas sob os bolsos furados de minhas vestes gastas, uma mão próxima ao coração entregando-te todos os meus desejos, ora ansiando, às vezes reprimindo. Busco alternativas em épocas que remetem ao meus primeiros pecados, através de noites insones entre visões sujas e lirismo de porta de banheiro público.
Depois de tanto vacilar só queria encontrar meu caminho para Gaslamp Quarter, ser bem sucedido ao penetrar em suas ondas e me tornar parte de sua paisagem. Guardarei um amor desajeitado no fundo do meu coração, guardarás um luto por mim?
Foi bom enquanto durar... mas não foi para... será?
Deixa prá lá.
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