quarta-feira, 5 de novembro de 2008

O fim de uma busca (?)

Colori o tempo que se seguia à minha frente e desvaneci condolências em copos e mesas, paredes nuas servem de abrigo para minhas confissões mais sórdidas e íntimas desejando ser entendido da melhor maneira possível pois os sons agora soam desconexos, dissonantes e incompreensíveis para quem não estiver na mesma sintonia que eu. Entreguei meu escudo e minha lança, caí derrotado esperando pelo golpe final e... cadê? Onde está o golpe de misericórdia? Nada.

No fundo me senti aliviado por permanecer vivo após entregar-me de maneira tão patética, mas era necessário descobrir aonde estavam meus anseios, saber aonde se escondiam minhas vestes mais promíscuas e acender uma luz sobre terrenos cobertos de uma claridade tão fraca, que deixam dúvidas sobre quem e/ou o quê está na sua frente. Quem descarta tamanho poder merece o total esquecimento por desprezar tanta querência em nome de um pudor descabido, ou pior, um neo-realismo eclético como pedra de segurança. Quanta falta de personalidade, só conheço o que me foi dado após uma volta no sol e mesmo assim me sinto no direito de exigir mais, pois sei o quanto custa possuir tamanha divindade disfarçada atrás de um batismo tão assassino. Olhei por trás da máscara e percebi um universo de possibilidades que estaria disposto a enfrentar, esperando uma simples afirmação.

Quero quebrar qualquer motivo torpe para gerar divagações confusas ou inexatas, confessar meus pecados e esperar pela absolvição, quem sabe até uma recompensa.
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