quarta-feira, 27 de maio de 2009

Para quê um título?

Encontrei em suas vitórias um alento para as minhas derrotas, envolto na dor de uma orgia solitária, distorcendo emoções sobre uma verborragia ilusória e inútil. Livre da distância do desejo me ponho de joelhos perante a proximidade da desilusão. Ausência de luz trancado numa caixa fúnebre e inexata. Silêncio !!!


Perdoe meu nervosismo, não esperava tanta devassidão pelo caminho. Sei que nunca me devolverás a relíquia que te entreguei de bom grado pois sei o quanto isso é valioso para mim. Nem uma equação de segundo grau seria suficiente para dissipar tamanha frustração, fico então de mãos vazias, procurando me contentar por ainda possuir pelo menos minhas antigas vestes, esgotando por fim todas as minhas possibilidades.

Tornei-me uma dolorosa piada a qual todos riram pois a minha tragédia significa o deleite de todos vocês.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Paisagem Mórbida

A lua que ilumina tua
Face e teu semblante que me
Causa dor por tua
Perda iminente

A paisagem que nos rodeia
Traz o medo mortal e nos
Inspira a mais pura
Paixão ardente

Não pretendo te machucar
Nem perder tua confiança
Diga teus desejos
Quase inocentes

Quero ser mais que alguém
Para te trazer alegria
Deixe que seu coração
Siga em frente

Vamos voltar ao nosso bosque
Para que tenhas a certeza
Te levar em meus braços
Nus novamente

No descanso que é nosso leito
Vamos ser um corpo apenas
Juro que falei feliz
Teu corpo e mente

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Para quê?

Em face da beleza tormentosa do querer, assumindo uma postura caótica e passiva. Definitivamente não sou o tipo de pessoa que nasceu para andar em linha reta. Entro em becos escuros e aceito doces de estranhos, rapidamente embarco em serenas tempestades, do tipo que te oferecem uma calmaria ao luar e um dilúvio em seu abrigo.

Contemplo e me delicio com luzes de velas em meus braços, unhas, luvas e botas. Lábios entre beijos congelados, olhares desatentos e descuidados sobre o fruto proibido, Eva sem Adão, crepúsculo de mel e romãs, fenescendo sobre a grama alta, entre remessas e descabidas promessas.

Sobra a realização da poesia que nunca consegui terminar no papel, pus um fim em minha vida.